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O Remo fez a temporada dos sonhos em 2025. Com uma boa dose de emoção, o time comandado por Guto Ferreira deu uma arrancada incrível na reta final da Série B e conquistou o objetivo que muitos torcedores sequer sonhavam: o acesso para a elite do futebol brasileiro depois de 32 anos. Uma campanha para coroar o ano mágico e recolocar a região Norte no mapa da Série A.
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O ano começou cheio de incertezas para o torcedor azulino, que viu o time subir da Série C para mais uma participação na Segunda Divisão. Logo em fevereiro, o Remo foi eliminado para o São Raimundo-RR nas oitavas da Copa Verde, mas conseguiu se recuperar em seguida com o título estadual, nos pênaltis, diante do rival Paysandu, que acabou rebaixado para a Série C.
Começou, então, Série B, e o Remo deixou boas impressões nas primeiras rodadas com nove jogos de invencibilidade, resultados que colocaram o time na parte de cima da tabela, ainda sob o comando de Daniel Paulista. Parte desses pontos foram conquistados com o brilho do atacante Pedro Rocha, artilheiro da Segundona com 15 gols.
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Depois de tropeços e resultados inesperados, o Remo chegou a ser comandado pelo português António Oliveira e pelo interino Flávio Garcia até a chegada de Guto Ferreira na 29ª rodada, que representou uma virada de chave para a equipe. Foram seis vitórias seguidas com o novo treinador e oito jogos de invencibilidade que praticamente selaram o acesso.
O último – e dramático – ato foi diante de um Mangueirão com mais de 47 mil pessoas, que presenciaram a vitória histórica por 3 a 1 em confronto direto contra o Goiás antes de explodir em êxtase com a conquista do acesso.
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Em conversa com o Lance!, o jornalista Mateus Miranda, da TV Cultura do Pará, listou três pontos que foram fundamentais para a volta do Remos à elite: gestão das dívidas, torcida e as chegadas de Marcos Braz (executivo de futebol) e Guto Ferreira.
— O primeiro ponto, eu diria, foi a política de melhor administração do pagamento de dívidas que o clube adotou a partir de uma gestão iniciada há cerca de cinco ou seis anos, com o presidente Fábio Bentes. Foi uma gestão mais austera, que priorizou justamente o pagamento dessas dívidas, permitindo que o clube se tornasse mais saudável financeiramente e colhesse os frutos disso agora, nos últimos dois anos, já com o presidente Tonhão. Foram dois anos em que o Remo conseguiu fazer muitos investimentos na Série C e também na Série B do Campeonato Brasileiro, o que culminou em dois acessos seguidos — detalhou Mateus.
— A chegada do Braz impulsiona o Remo no mercado, principalmente da metade para o fim do segundo turno. Apesar do trabalho ruim de Antônio Oliveira, houve um grande acerto do Remo ao contratar Guto Ferreira, que, para mim, é o terceiro fator que explica esse acesso. Guto Ferreira comandou o Remo em 10 jogos, conseguiu oito vitórias, um empate e apenas uma derrota — completou.
Números do Remo em 2025
Temporada: 25 vitórias, 17 empates e 11 derrotas em 53 jogos, com 81 gols marcados e 50 gols sofridos;
Paraense: 8 vitórias, 2 empates e 2 derrotas em 12 jogos, com 24 gols marcados e 8 gols sofridos;
Copa Verde: 1 empate em 1 jogo (derrota nos pênaltis), com 1 gol marcado e 1 gol sofrido;
Copa do Brasil: 1 vitória e 1 derrota em 2 jogos, com 5 gols marcados e 2 gols sofridos;
Série B: 16 vitórias, 14 empates e 8 derrotas em 38 jogos, com 51 gols marcados e 39 gols sofridos.
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O que esperar do time em 2026
A equipe do Remo, no entanto, vai precisar correr contra o tempo para montar o elenco de olho na próxima temporada. O time paraense deu o azar de, logo no ano do seu retorno, o Campeonato Brasileiro começar no final de janeiro, encurtando a margem de planejamento e de erro.
Além de reforçar o elenco de forma significativa para uma competição que tem outro nível técnico, o Remo também se preocupa com a contratação de um treinador, já que a ideia de renovar com Guto Ferreira foi frustrada por entraves contratuais. A grande missão do novo técnico será manter o clube na Série A, principal objetivo do próximo ano.
— Tem uma geração inteira de torcedores que nunca viu o clube na Série A, que nunca acompanhou o Remo na era dos pontos corridos. Muitos que viajaram o Brasil acompanhando a campanha do acesso também vão viver essa experiência pela primeira vez. Existe, portanto, uma grande expectativa de ver o Remo competindo bem na Série A. E esse é um elemento com o qual o clube vai precisar saber lidar. Outro desafio que não pode ser ignorado, e que talvez seja o principal para clubes do Norte e do Nordeste nas competições nacionais, é o logístico. O Remo será o time que mais viajará quilômetros na Série A do Campeonato Brasileiro. É o clube que terá de fazer mais deslocamentos — concluiu Mateus.
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